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FOTO: © AP Photo / Mindaugas Kulbis

Após disparo acidental de caça, ministro estoniano suspende exercícios da OTAN

O ministro da Defesa da Estônia, Juri Luik, suspendeu os exercícios aéreos da OTAN durante a investigação envolvendo um caça espanhol que, em missão da aliança, efetuou um disparo acidental de um míssil no espaço aéreo do país nesta terça-feira (7).

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"Eu suspendi todos os exercícios da OTAN no espaço aéreo estoniano", declarou o ministro.

Nesta quinta-feira (9), em coletiva de imprensa, realizada em Tallinn, o ministro afirmou que o míssil ar-ar disparado acidentalmente no sul da Estônia não foi localizado e que também não há registro de mortos ou feridos devido ao disparo acidental, de acordo com um artigo publicado pela Fox News.

O caça espanhol, modelo Eurofighter Typhoon, estava armado com mísseis ar-ar, contendo mais de 10 kg de explosivos.  O míssil ar-ar de médio alcance AIM-120, também conhecido como AMRAAM, pode ter atingido uma área remota da reserva natural no leste da região de Jõgeva, na fronteira com a Rússia. Outra hipótese é que o sistema integrado de autodestruição do míssil possa ter sido acionado, provocando sua explosão em pleno ar.

Mesmo com a investigação interna proposta por Luik  após o incidente para revisar os regulamentos de segurança relacionados aos exercícios aéreos, a confiança na missão aérea da OTAN nos países Bálticos, envolvendo como aliados militares a Estônia, Letônia e Lituânia, é mantida pelo ministro, afirmando que "o ministro da Defesa espanhola se desculpou, lamentando profundamente o sucedido", bem como o comandante das Forças Armadas espanholas. Entretanto, o primeiro-ministro estoniano (Juri Ratas), segue manifestando apreensão quanto ao "sério incidente" ocorrido no espaço aéreo do país.

Todavia, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou nesta quinta-feira (9) em Moscou que "o que aconteceu é mais uma clara demonstração de que as ações da OTAN envolvendo os Estados bálticos representam mais um alto risco para a segurança [da região], em vez de melhorá-la".

FONTE: Sputnik Brasil
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