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MPE Investiga suposta compra de votos em Saudade do Iguaçu.

MPE Investiga suposta compra de votos em Saudade do Iguaçu.

Postado em 09/11/2016 por

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O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná (PRE/PR), com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual (MP-PR), deflagrou na manhã de terça-feira, 08 de novembro, a Operação Amianto que investiga o crime de compra de votos e associação criminosa no município de Saudade do Iguaçu, localizado no Sudoeste do Paraná.

Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão na casa dos investigados, na sede da prefeitura e na Câmara de Vereadores de Saudade do Iguaçu, além de oito mandados de condução coercitiva de eleitores possivelmente beneficiados com o esquema criminoso. Ainda, 11 pedidos de prisão pendentes de apreciação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PR).

Durante o cumprimento dos mandados, cinco pessoas, entre elas uma vereadora do município, foram presas por porte ilegal de arma de fogo. Na ação foram apreendidas duas espingardas calibre 12 e 32.

Os trabalhos de apuração apontam que os investigados se utilizavam de programas sociais instituídos no município para obter votos. A conduta criminosa consistia no oferecimento e promessa de benefícios assistenciais para quem votasse nos candidatos.

Ao longo das investigações, iniciadas pelo Gaeco de Francisco Beltrão, se descobriu que o grupo político cortou benefícios assistenciais – como distribuição de cestas básicas, materiais de construção e reforma de casas -, de quem não votou nos candidatos indicados. O esquema foi descoberto por meio de interceptações telefônicas.

Conforme o MPE, são alvos desta operação o prefeito reeleito Mauro César Cenci, a secretária de Assistência Social Salete Rizzatti Trento, o diretor de Urbanismo Jucilmar Marangon, cinco vereadores, dois ex-candidatos ao cargo de vereador e dois servidores municipais. Os eleitores beneficiados, que ainda estão sendo identificados, também devem ser investigados pelo crime de corrupção eleitoral ativa.

O MPE informou que não é apurado a prática de caixa dois nas campanhas eleitorais.

Da redação com informações da Assessoria de Comuni

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